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Exposição no MAM-BA apresenta trajetória de Volpi

Mostra reúne 33 obras do Ícone da segunda fase do modernismo nacional, a maioria de colecionadores braileiros

As bandeirinhas coloridas e o casario romântico marcam a obra do italiano Alfredo Volpi (1896-1988). Basta olhar para as composições se encantar com a graça das cores. Mas, Volpi é, obviamente, muito mais. Considerado um dos ícones da segunda geração do modernismo e do abstracionismo geométrico nacional. Por isso, nunca é demais homenageá-lo.

Com esse pensamento, o diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Zivé Giudice, apresenta a partir de hoje uma mostra retrospectiva com 33 obras de variadas fases do artista radicado em São Paulo. “O mundo inteiro descobriu Volpi. Tempos atrás, fiz uma provocação ao Instituto Volpi, em São Paulo, para montar essa exposição”, diz ele. A exibição é uma realização do MAM com produção e apoio do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, da Galeria Almeida & Dale, ambos de São Paulo, e da Paulo Darzé Galeria de Arte, de Salvador. A curadoria é de Sylvio Nery.

Concebida para oferecer ao público um passeio pela trajetória do artista autodidata, a exposição se inicia com a produção dos anos 1940, com paisagens rurais e cenas urbanas, e segue adiante, com os casarios e as famosas bandeirinhas dos anos 50, 60 e 70. “É aí que se começa a perceber um estilo mais despojado  e único da geometria de Volpi”, comenta Giudice, ressaltando  que o artista teve uma relação intensa com a Bahia desde 1949, quando  participou do 1ª Salão Baiano de Artes.

A tela intitulada Casas é a única obra da mostra que pertence ao MAM-BA
Foto/Divulgação

Arte como dom – As obras, em sua maioria, foram emprestadas por colecionadores particulares, que já exibiram os quadros em algum momento. Por isso, não há nada inédito, mas sim um agrupamento de telas que funcionam como uma linha do tempo, apresentando  evolução estilística do artista. Um dos destaques da exposição a está  têmpera sobre tela Casas (o casario azul e branco acima), de 1950, obra que integra a coleção do MAM-BA.

Segundo o curador e colecionador Ladi Biezus, Volpi não pertenceu a nenhum agrupamento ideológico contemporâneo seu. “Volpi tem uma obra arrancada de dentro, pessoal, e não endividada com qualquer escola dos nossos dias, em que o Arquétipo da Arte se pulverizou em infindáveis opções. Ele recebia como um dom toda a sua arte, com incrível leveza, sem sofrimento interior aparente e sem angústias pelo desconhecimento prévio dos rumos que ela seguiria no dia de amanhã. E conservou a inocência.”

Volpi, a mostra, funciona como uma peça do projeto Estado Bienal do MAM. “Temos trabalhado com afinco no sentido de movimentar a cena artística local. Num contexto de crise, se faz necessário criar parcerias com a sociedade, capazes de viabilizar projetos substanciosos em favor da cultura baiana e brasileira”, pontua Zivé Giudice.

Serviço – Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM-BA (Solar do Unhão, Av. Contorno, Comércio). Abertura, hoje, às 19h. Visitação gratuita: de 17/3 a 1/7, das 13h às 18h, de terça a domingo.

 

Fonte: Correio 24 Horas

 

Carlos Sena

Sou Soteropolitano, Relações Públicas de formação, Político de opinião, Cervejeiro apaixonado por futebol e Pimenteiro como bom Baiano.


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