10/06/2021 Salvador26°C

Mofo, umidade, rachaduras e infiltrações: como a chuva afeta as moradias

Arquiteto baiano Márcio Barreto explica o que pode ser feito para se proteger nesta época do ano.

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que aproximadamente 80% dos transtornos que acometem a estrutura interna de uma edificação têm suas origens na umidade. Potencializado em períodos de chuva, a umidade interfere diretamente no conforto de um espaço, seja por questões estéticas ou na saúde física dos seus moradores.

Apresentando riscos para toda a família, problemas com a falta de ventilação no espaço; variação de temperatura interna – principalmente baixa temperatura ambiente acompanhado de chuva; e problemas na construção – como a falta de impermeabilização, infiltrações e rachaduras, estão entre as principais causas na ocorrência de mofo e proliferação de bactérias nos espaços internos.

“Problemas de infiltração são muito visíveis em momentos de chuva, que é justamente quando a população decide resolver o problema de forma paliativa, aguardando o período de sol para fazer o reparo externo e sanar o infortúnio.  Porém, como o problema não aparece no período de sol, muitos esquecem de fazer o reparo definitivo, sofrendo novamente com o próximo período de chuvas”, explica o arquiteto Márcio Barreto.

Arquiteto Márcio Barreto. Foto: Divulgação

Ocorre que a incidência de chuvas pode ocasionar umidade excessiva nos ambientes, que se apresentarão através de manchas escuras, bolhas na pintura e gotejamento no teto ou parede. Quando situações como essas ocorrem, o primeiro passo é identificar a origem do problema. “Muitas vezes as pessoas acabam corrigindo apenas o aspecto visível da infiltração, refazendo a pintura e tendo a sensação de que o problema foi resolvido”, explica o arquiteto.

Diretor do escritório Arquitetura do Barreto, palestrante e vencedor dos prêmios Portobello + Arquitetura, Destaque Sustentabilidade Nacional em 2018, e ambiente destaque nos sete conceitos da Mostra Morar Mais por Menos – edição Salvador 2018, Márcio Barreto defende a necessidade na busca de um profissional técnico qualificado para resolver as situações de forma definitiva.

“Se o período é de chuva e precisa ser feito algo emergencial, a solução é tratar o problema internamente, retirando a pintura e massa do trecho danificado, impermeabilizando e fazendo uma pintura com tinta. No entanto esse é um paliativo, pois para resolver o problema é preciso tratar a área externamente, eliminado a fissura e/ou pontos de entrada de água”, conclui Barreto.

Para pautas, entrevistas e informações, acesse o site arquiteturadobarreto.com ou a página do Instagram @arquiteturadobarreto

Carlos Sena

Sou Soteropolitano, Relações Públicas de formação, Político de opinião, Cervejeiro apaixonado por futebol e Pimenteiro como bom Baiano.


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